O Shakespeare em cada um de nós

O texto foi escrito durante um momento de hipomania. Entendi que poderia expressar melhor tudo que eu sentia a partir de uma ideia que tive durante o pico da hipomania. Após escrever o que eu tinha na cabeça, um texto incompleto, pedi a opinião do meu psiquiatra.


Esse texto eu pensei quando ouvi um vídeo sobre os easter eggs dentro dos jogos e as obras dos grandes músicos, a bíblia de King James e Shakespare. O vídeo dizia que easter eggs são só pequenas curiosidades nos jogos que viciam mas não são interessantes. As grandes obras musicais, a tradução da bíblia em inglês e as obras de Shakespeare, entretanto, causavam a sensação ou emoção de “awe” ou “awesome”. O Google diz que “awe” traduz para “temor”, mas acho que “incrível” seria uma tradução melhor. Coisas incríveis, como o vídeo disse:

O incrível é o Graal da realização artística. Nenhuma outra emoção humana possui tal poder transformador bruto, e nenhuma é mais difícil de evocar.

Poucas e distantes são as obras do homem que se qualificam como verdadeiramente incríveis.

É o incrível que convence um rabino a passar uma vida inteira decodificando Yahweh do Pentateuco.

É o incrível que envia milhões de visitantes a cada ano para as Pirâmides de Gizé, Guadalupe e Meca.

O vídeo, na verdade uma palestra para desenvolvedores de jogos, dizia que o mundo dos jogos estava em um novo começo (“The slate in clean”). O mundo dos jogos era novo e cheio de possibilidades para que um novo Shakespare dos jogos surja. Seus jogos, acredita-se, serão incríveis. Serão cheios de diversão e enriquecedores. Haverão milhões de seguidores desses jogos. Já existem jogos com milhões de fãs, mas existe um criador que se destaca como um Shakespare do mundo dos jogos? Não consigo dizer. Consigo apontar alguns como bons desenvolvedores, mas eles não foram tão prolíficos quanto Shakespeare. Shakespeare contribuiu tanto em qualidade como quantidade.

Dito isso, penso que isso não se restringe apenas ao mundo dos jogos. Sim, já temos filmes, séries, livros, etc bem estabelecidos com milhões de seguidores, e alguns podem ser ditos como pequenos Shakespeare modernos. Isso só a história vai dizer. Mas ainda podemos usar a “métrica Shakespare” para medir nossa ambição e nossos objetivos. Ora, quero ser jornalista, então porque não tentar o meu melhor? Por que não ser prolífico e tentar o máximo? Obviamente, é necessário moderação para evitar o burnout que tanto se houve. Mas não entendo ou senti burnout no passado, então não sei o que é isso. Estou sempre no 8 ou 80. Ou estou produzindo nada ou eu produzo muito.

Não sei se

Opinião do psiquiatra

O psiquiatra notou que esse post era produto da minha mania e auto-confiança em postar um texto do tipo. É um exagero logo no primeiro parágrafo. Ele explicou que durante uma fase de hipomania, é comum termos a fuga de ideias. Falamos, escrevemos ou desenhamos muito, mas nada faz sentido.